Os políticos continuam tendo dificuldades para punir os colegas !

Depois de aparecer em vídeo recebendo dinheiro e de admitir que os recursos iriam para o caixa dois de sua campanha, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) foi absolvida por seus colegas da Câmara por 265 votos a 166. A maioria concordou com a tese da defesa, segundo a qual ela não poderia perder o mandato por algo que ocorreu antes da eleição.

O caso expôs mais uma vez a dificuldade de deputados julgarem seus pares. Desde 1988, já foram abertos 72 processos de perda de mandato. Só 20 resultaram em cassação pelo plenário. Alguns outros renunciaram quando perceberam que poderiam ser cassados. E houve ainda oito que perderam a vaga por decisão da Justiça.

Por que a maioria é absolvida?

Para o cientista político David Fleischer, dois fatores são decisivos na hora de definir se um parlamentar vai perder o cargo ou não. O primeiro é a pressão da opinião pública. Em 1993 e 1994, ela colaborou para a cassação de seis deputados, produto da CPI que investigou desvios de recursos pelos chamados “anões do orçamento”. Em 2005, ela pesou para viabilizar a cassação de três protagonistas do mensalão: José Dirceu (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-SP) e Pedro Corrêa (PP-PE).

O outro fator decisivo, diz Fleischer, é a natureza do desvio ético. Se for algo tido como “incomum”, a chance de degola aumenta. Foi o que ocorreu com Hildebrando Pascoal (ex-PFL-AC), cassado depois de ser acusado, entre outros crimes, de cortar os membros de um homem com uma motosserra.

Quando a acusação diz respeito a algo que, no senso comum da Câmara, é feito por vários outros políticos, a cassação fica mais difícil. Cria-se um medo de abrir um precedente. É isso que teria beneficiado Jaqueline Roriz, acusada de fazer caixa dois.

Outro exemplo desse tipo é o de Edmar Moreira (PR-MG, ex-DEM), famoso por ter um castelo no interior de Minas Gerais. Ele foi acusado de quebra de decoro por usar a verba indenizatória que a Câmara oferece em serviços de segurança prestados por empresas suas. Como muitos têm problemas com o uso dessa verba, a absolvição de Moreira em 2009 não surpreendeu os mais experientes.

Para impedir que o espírito de corpo prevaleça, duas ideias são sempre citadas. Uma é acabar com o voto secreto em caso de cassação. Um projeto nesse sentido foi feito em 2001, mas está parado na Câmara desde 2006. A outra é aumentar o envolvimento do Judiciário, que já determina a perda do mandato em situação como compra de votos. Para o cientista político Cláudio Couto, os processos judiciais de quem ocupa cargo político deveriam ter prioridade, o que permitiria o julgamento ainda durante o mandato.

Postada no G1, Portal da Globo

Religiões têm "ingrediente secreto" que faz pessoas felizes, diz estudo

A correlação positiva entre a religiosidade e satisfação geral com a vida é bem conhecida dos pesquisadores há muito tempo.


Procurando conhecer mais a fundo esse fenômeno, cientistas agora afirmam que há um "ingrediente secreto" na religião que torna as pessoas mais felizes.

"Nosso estudo fornece indícios de que são os aspectos sociais da religião, em vez da teologia ou da espiritualidade, que conduz à satisfação com a vida," afirma Chaeyoon Lim, sociólogo da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos.

"Em particular, nós descobrimos que as amizades construídas nas congregações religiosas são o ingrediente secreto da religião que faz as pessoas felizes," propõe o pesquisador.

Felicidade na religião

Segundo o estudo, 33 por cento das pessoas que frequentam templos e igrejas semanalmente e que têm entre 3 e 5 amigos íntimos em sua igreja relatam ser "extremamente satisfeitos" com as suas vidas.

"Extremamente satisfeito" é definido como um 10 em uma escala que varia de 1 a 10.

Em comparação, apenas 19 por cento das pessoas que frequentam serviços religiosos semanalmente, mas que não têm amigos íntimos em sua igreja relatam estar extremamente satisfeitos com a vida.

Por outro lado, 23 por cento das pessoas que frequentam serviços religiosos apenas algumas vezes por ano, mas que têm entre 3 e 5 amigos íntimos em sua congregação são extremamente satisfeitos com suas vidas.

Finalmente, 19 por cento das pessoas que nunca frequentam serviços religiosos e, portanto, não têm amigos ligados à igreja, afirmam que estão extremamente satisfeitos com suas vidas.

"Para mim, as evidências confirmam que não é realmente ir à igreja e ouvir sermões ou rezar o que torna as pessoas mais felizes, mas fazer amigos com base na igreja e construir redes sociais íntimas lá", disse Lopes.

Tradições

Lopes e seu colega Robert Putnam usaram dados de uma pesquisa nacional sobre religião realizada nos Estados Unidos em 2006 e 2007.

Os resultados do estudo são aplicáveis às três principais tradições cristãs - católicos, protestantes das igrejas reformadas e evangélicos.

"Nós também encontramos padrões semelhantes entre os judeus e os mórmons, mesmo com um tamanho de amostra muito menor", disse Lopes, ressaltando que não havia muçulmanos ou budistas suficientes no conjunto de dados para testar o modelo para esses grupos.

Postado por Daniel Fowler

MITOS E VERDADES: PERDA DA MEMÓRIA NO ENVELHECIMENTO

O processo de envelhecimento é acompanhado de declínios. Esse procedimento é normal, universal e irreversível para todos nós. Sabendo lidar com todas estas alterações,
podemos obter um envelhecimento caracterizado como um ENVELHECIMENTO
BEM-SUCEDIDO.
Nesse artigo, falaremos sobre as perdas da memória. Sobre esse assunto, existem
mitos e verdades que devemos conhecer para saber lidar com o inevitável. Com o envelhecimento, todos nós temos perdas de algumas abilidades intelectuais, embora apenas em alguns casos essa deterioração prossiga no sentido de evolução para demência – doença que merece atenção e cuidados especiais. Vamos entender um pouco esse assunto.
Podemos afirmar que, todas as pessoas, em algum momento, já esqueceram várias coisas. Como exemplos citamos: onde colocamos os óculos, as chaves da casa, um pacote de
compras, a carteira de dinheiro ou de um clube e também até acontecimentos importantes como aniversário de uma amiga querida, casamento de um vizinho, festas comemorativas dentre outros eventos.
Estes acontecimentos fazem parte do cotidiano e são naturalmente aceitos quando ocorrem com adultos jovens. Esses lapsos de memória não são valorizados e já estão incorporados
na maneira de ser das pessoas, não trazendo assim maiores preocupações.
Por outro lado, quando esses fatos acontecem com os idosos, parece haver uma sobrecarga nessa análise que acaba por determinar concepções errôneas sobre a real situação cognitiva
dessas pessoas. E estes passam a sofrer estigmas, os quais não deveriam ter que suportar – é mito pensar assim. Como verdade, podemos dizer que existem queixas de dificuldade
de memória por parte dos idosos. Mas isso não significa sinônimo de perda significativa a ponto de dizer que seja doença. Estudos mostram que 54% das pessoas com mais de
65 anos se queixam de dificuldade de memória e que apenas 12% admitem que essa complicação prejudica no dia-a-dia. Isto indica que, embora a reclamação seja freqüente, não tem necessariamente maior implicação na detecção de demência. Os problemas com a memória se associam a inúmeras causas sendo as mais comuns: o cansaço, a solidão, a tristeza, a depressão, o estresse, o uso abusivo de álcool, o uso indevido de medicações calmantes e hipnóticos, certas doenças, falta de concentração etc. Também provoca grande importância na queda do desempenho da memória as dificuldades com a visão e audição, alterações extremamente comuns na faixa etária avançada. As pessoas mais velhas lamentam esquecer fatos recentes (semana passada, ontem), mas podem se lembrar de episódios
ocorridos na infância, os quais podem ser descritos com riqueza de detalhes. Isso pode ser explicado pela carga emocional diferente em cada acontecimento: possivelmente a pessoa
se lembrará com mais facilidade de fatos com forte apelo emocional: momentos prazerosos ocorridos na infância, amizades construídas, bolo de aniversário, o primeiro dia de escola,
brincadeiras lúdicas nos quintais e assim por diante. A memória de evocação apresenta declínio e se relaciona com a freqüente reclamação de não se lembrar de recados ou
trechos de conversa. Outras áreas da memória estão preservadas como vocabulário, manejo de aparelhos e definição de conceitos, pois são áreas mais sedimentadas no cérebro.
Quando os esquecimentos deixam de ser habituais e facilmente compensáveis com artifícios como anotar os recados, fazer listas de compromisso etc., e passam a dificultar as atividades
do cotidiano, necessitando de ajuda de terceiros, aí sim se transformam em uma preocupação. Quando isso ocorre, chega o momento de procurar ajuda médica para dar os devidos encaminhamentos. Ao primeiro sinal de que a memória está diminuída... procure um profissional habilitado para fazer um diagnóstico mais apurado para que o limite entre o normal e a doença possa ser estabelecido com segurança.

CUIDADOS ESPECIAIS PARA GARANTIR A MANUTENÇÃO DA MEMÓRIA
1. Não aceite passivamente o declínio observado. Seja ativo – participe de grupos de convivência, faça amigos, comungue seus desejos.
2. Não tenha medo – liberte-se do antigo e aceite o novo.
3. Não tenha vergonha de dizer que não entendeu o que lhe foi perguntado.
4. Seja uma pessoa flexível, esteja aberto para ouvir. As pessoas que não são flexíveis acabam sendo excluídas do seu meio social.
5. Mantenha-se sempre atualizado com as notícias locais, regionais e do mundo.
6. Faça visitas aos doentes e amigos – seja solidário com você e com os outros.
7. Leia em voz alta pelo menos as manchetes de um jornal diariamente.
8. Conte estórias para os netos, representando-as.
9. Faça palavras cruzadas diariamente.
10. Só peça ajuda para a realização das tarefas cotidianas se você realmente não conseguir executá-las.
11. Faça aulas de informática e mantenha-se atualizado.
12. Mantenha bom relacionamento com os jovens (netos e amigos dos netos) – eles podem ensinar muito.
13. Execute trabalhos manuais que requerem atenção e manejo de formas como crochê, tricô, pintura, desenhos, etc.
14. Anote tudo que for importante em um caderno ou uma agenda.
15. Se não ouviu bem a mensagem... Pergunte sem medo de errar. Não tente inventar para parecer que entendeu.
16. Evite tensões desnecessárias. Use o bom senso que a maturidade nos dá.
17. Mantenha uma dieta saudável, beba muito líquido, coma muitas verduras, legumes e frutas.
18. Pratique atividades físicas regulares (3 vezes semanais) – faça musculação, hidroginástica, ginástica localizada, dance, nade, cante etc, e caminhe pelo menos 30 minutos diários.
19. Participe de jogos e brincadeiras que envolvam o raciocínio – quebra-cabeça, jogo de pares, baralho, jogos de tabuleiro etc.
20. Quando lhe fizerem uma pergunta e não puder lembrar-se da resposta imediatamente, não se sinta constrangido – ganhe tempo extra para responder: sorria, ajeite os óculos, repita a pergunta, respire fundo, limpe a garganta.... Se tudo isso não der certo diga:
“Não me lembro no momento”.
21. Tenha uma crença religiosa.
22. Preserve sua privacidade, sem contudo, deixar de participar da coletividade.
23. Tenha sentimento de produtividade – faça as coisas e não deixe espaço para a solidão.
24. Mantenha-se com autonomia e administre seu lar, os recursos financeiros, os seus desejos, suas necessidades etc.
25. Cultive harmonia, libere-se da amarras, aceite os limites, sem contudo, deixar de ser feliz e autêntico – todas as pessoas do seu convívio terão prazer em tê-lo no grupo. Saiba o que é mito e verdade sobre a perda de memória... Depois de tudo... Mãos à obra. Tente ser diferente!!! Lembrem-se sempre...

“Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e
sofrer novamente.” (Shakespeare)
Geni de Araújo Costa - Prof. Dra. da Faculdade
de Educação Física - Coordenadora do Projeto AFRID

Coca-cola lança refrigerante Crush Cajuína. Piauí vai fabricar


A Coca-Cola Norsa, responsável pela fabricação e comercialização do portfolio da Coca-Cola Brasil em quatro estados do Nordeste está lançando neste mês um refrigerante feito de caju. O nome será ‘Crush Cajuína’, o mesmo da principal bebida tipicamente piauiense, a cajuína.
Inicialmente a distribuição do Crush Cajuína será feita exclusivamente para os consumidores da região do Cariri, no Ceará e a produção será feita em Fortaleza. Posteriormente a fabricação e distribuição serão expandidas para os estados do Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia.
Em entrevista, por telefone, ao Portal AZ a Timbro Comunicação, empresa que presta serviços de assessoria de imprensa à Norsa Coca-cola disse que está no plano de ações para o novo refrigerante a produção do Crush Cajuína na fábrica da coca-cola em Teresina.
“Foi feita uma pesquisa de consumo com o público e foi constatada que a cultura do consumo do caju é muito forte na região. A empresa vai aproveitar ainda a alta produtividade e o beneficiamento da fruta que já é feito”, explicou uma funcionária da Timbro Comunicação.
O lançamento faz parte da estratégia de regionalização dos produtos da empresa. Em 2001, seguindo esse projeto, a Coca-Cola comprou os direitos de produção do refrigerante cor-de-rosa Jesus, do Maranhão.

Crush Cajuína
A Crush Cajuína, como foi chamada a bebida, tem guaraná e suco de caju na composição e será comercializado em embalagens 600 ml e 2 litros.
O diretor de Operações de Mercado da Coca-Cola Norsa, Bernardo Legey, disse que o lançamento é mais uma forma de agradar os consumidores do Ceará. “Nossa satisfação é levar a eles o que há de melhor e respeitar a cultura de cada região. Sabemos que a importância do caju vai além da preferência popular. A cultura da fruta é responsável pelo consumo diferenciado de refrigerantes no Estado do Ceará”.
Processo de fabricação da cajuína
A cajuína é feita a partir da extração do suco do caju. O processo é simples e fácil. Os cajus são obtidos ainda no cajueiro e em seguida são higienizados e triturados para a obtenção do suco. Após a extração é feita a clarificação do suco, que pode ser a base de gelatina ou com a própria resina do cajueiro (material liquido obtido através do ferimento da árvore) após é filtrada e engarrafada e em seguida levada a cozimento por 12 horas.